preconceito

PutaFeminismo

O machismo e a competição feminina

Clara Lobo
Dias atrás, uma amiga me confidenciou ter ouvido, no vestiário do dojo de artes marciais que frequento, uma conversa de quatro moças sobre a minha pessoa. Elas comentavam que eu era uma vagabunda por ter feito sexo com um dos colegas. Puseram-se a enumerar meus outros defeitos: eu era feia, não tinha peito nem bunda… enfim, elas não entendiam o que o rapaz vira em mim. Duas delas namoravam colegas do dojo, o que, no meu parco e parvo entendimento, fez-me crer que elas também tivessem feito sexo com eles, mas quem sou eu para alegar tal similitude de ações se eu era indubitavelmente a vagabunda, enquanto elas, indubitavelmente, não?

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Combatendo o estigma

Toda trabalhadora sexual é filha de alguém

Elizabeth Nolan Brown, para The Dish
Ontem à noite, um grande amigo me disse que estava lendo meus posts sobre a descriminalização do trabalho sexual. “Eu sou simpático a isso”, disse ele. “E eu quero concordar com você. Mas continuo pensando, ‘e se fosse minha filha?’ Isso é, tipo, o pior pesadelo de qualquer pai.” Meu amigo não tem uma filha, deixe-me deixar claro. Ele também é uma das pessoas mais sexualmente liberais que eu conheço. Mas ainda que a sua atitude seja desencorajadora, não me surpreende. Esta é a cultura machista em que vivemos.

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Combatendo o estigma

Jogando bananas em atores e trabalhadoras sexuais

O jornal britânico The Guardian recusou-se a publicar um texto de Renato Martins em sua seção de comentários, alegando que estava “fora dos padrões”. O texto (que publicamos) contesta o artigo “Legalizar o trabalho sexual significa gangbangs monetizadas e aprovadas pelo Estado”, em que Tanya Gold critica Rupert Everett, o ator principal da minissérie Love for Sale e toda a ideia de legalização do trabalho sexual.

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