Passinho à frente: a criação da CUTS

A Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais que acabamos de criar é a primeira entidade nacional que de fato agrega em sua composição trabalhadoras e trabalhadores sexuais na luta por direitos e cidadania. Não é um contraponto a nada. Não vem para dividir, senão para somar-se à luta. Não somos pioneir*s em um movimento que já completa mais de três décadas de luta só no Brasil.

Ler mais

As prostitutas que conheci

Heloísa Melino
As prostitutas que conheci/conheço são putas. Puta professoras, puta feministas, puta militantes e ativistas. Com elas aprendi muitas coisas – coisas que a universidade não me ensinou. Dentre as coisas mais importantes que aprendi, aprendi novas linguagens, novas formas de ativismo, aprendi força, garra, aprendi festividade, aprendi a gargalhar com coisas que eu não conseguia, aprendi que tenho que comer muito arroz com feijão e açaí pra se um dia quiser ter a disposição que tem Indianara Siqueira, Monique Prada, Amara Moira e outras mulheres cis e trans que tive o privilégio de conhecer.

Ler mais

Nem toda prostituta é Gabriela Leite: prostituição, feminismo e leis

Camilla de Magalhães Gomes
Não há debates fáceis no feminismo. Dito isso, o texto que aqui apresento pretende realizar uma provocação sobre um dos mais complexos desses debates: a prostituição e sua regulamentação.
Duas posições historicamente antagônicas sobre esse tema coexistem dentro do feminismo: de um lado, aquelas contrárias sustentam, entre outros argumentos, que a prostituição é reflexo ou consequência do patriarcado – e do capitalismo que dele junto está – e que representa, por isso, a dominação masculina sobre as mulheres e seus corpos. De outro, estão as que defendem a regulamentação, tendo como argumento, entre outros, os direitos trabalhistas, a autonomia e a liberdade de escolha da pessoa.

Ler mais