O debate sobre trabalho sexual não é sobre o cliente

Tenho evitado falar sobre os homens que contratam prostitutas em meu ativismo até que me vi obrigada a falar sobre eles dentro de toda uma luta que envolve mulheres em sua maioria. Não é de livre e espontânea vontade, obviamente, mas são eles que vêm ganhando o enfoque da luta contra a prostituição –  quando o foco deveria ser as mulheres que exercem esse trabalho.

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Controle da prostituição e ataque aos direitos de migrantes

A Holanda não quis criar um ambiente seguro pra profissionais do sexo, mas sim lucrar em cima desse trabalho e definir que pessoas e de que forma poderiam exercê-lo. Prostituição de rua é proibida lá, impostos altíssimos sobre a atividade regulamentada, aluguel absurdo das vitrines, aí o Red Light District se tornando cada vez mais circo, turistas e mais turistas.

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Carta aberta das profissionais do sexo ao Ministério da Saúde

Organizações e coletivos participantes do 8° Encontro Estadual de Profissionais do Sexo do Maranhão cobram a manutenção das políticas públicas afirmativas e a continuidade do diálogo entre o governo e a sociedade civil organizada, para garantir os avanços conquistados nos últimos anos.

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Descriminalizar o trabalho sexual é uma forma de assegurar direitos

A Rede Brasileira de Prostitutas lançou abaixo-assinado em apoio à política proposta pela Anistia Internacional em favor da descriminalização do trabalho sexual. Para a Anistia Internacional, os Estados têm a obrigação “de reformar suas leis e desenvolver e implementar sistemas e políticas que eliminem a discriminação contra as pessoas que realizam trabalho sexual”.
Estamos republicando o documento e assinando. Assine você também.

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A grande imprensa cumprindo seu papel de defesa do status quo: agora, é o Libération

Nos últimos dias, a imprensa internacional tem publicado artigos contra a posição que a Anistia Internacional estuda adotar diante do trabalho sexual: a de que a criminalização não faz mais do que agravar a negação de direitos às trabalhadoras e tornar suas condições de trabalho ainda mais difíceis e arriscadas. E o Libération entrou nessa.

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Prostituição e direitos humanos: à sombra da (des)regulamentação

Michelle Agnoleti
Em julho de 2015 assistimos no plano global a um debate virulento sobre prostituição. Ele foi suscitado pela campanha lançada por organizações que defendem a abolição da prostituição para erradicar o tráfico de pessoas contra a nova política anunciada pela Anistia Internacional, de apoio aos direitos das pessoas envolvidas com trabalho sexual. Em resposta, as organizações e redes de profissionais do sexo de várias regiões do mundo e seu aliados e parceiros levantaram suas vozes para defender a política anunciada pela Anistia, lembrar uma vez mais que os direitos das pessoas envolvidas em trabalho sexual são direitos humanos e argumentar em favor da descriminalização da prostituição.

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Prostitutas dizem a Lena Dunham para parar de botar banca sobre o trabalho sexual

Emily Shire, para The Daily Beast
Ela e outras celebridades, como Kate Winslet, protestaram contra a proposta da Anistia Internacional de descriminalizar a prostituição. Prostitutas que apoiam a Anistia desejam que as celebridades fiquem fora disso.

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Montse Neira: “Se nós, putas, falássemos, a instituição idílica do casamento entraria em colapso”

Montse Neira, 52, exerce a prostituição há 22 anos e acaba de desvelar sua vida em um livro. “Apesar de não ser uma profissão idílica”, diz ela, permitiu-lhe “que saísse da pobreza, fosse feliz e estudasse.”
Neira, que há poucos anos formou-se em Ciência Política na Universidade Autônoma de Barcelona, explica: “As prostitutas são mulheres como as outras, com os mesmos desejos e necessidades, com a nossa família, os nossos filhos e os nossos problemas, e nosso único pecado é o desejo de deixar de ser pobre.”

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