O que sobra?
A estudante e trabalhadora sexual Dileta reflete sobre liberdade e o enfrentamento do estigma social.
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Read MoreSophia Rivera, presidente da Associação de Mulheridades, Transexuais e Travestis (AMTT), faz uma crítica profunda e pertinente ao projeto de lei do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que pretende criminalizar a prostituição de rua, incluindo a atividade na Lei de Contravenções Penais de 1941. Para Sophia, o projeto é um ataque concreto aos direitos da classe trabalhadora, em especial mulheres e travestis, e ignora os reais desafios da profissão.
Read MoreCom a tradução de seis artigos publicados pela revista International Socialism, Mundo Invisível contribui para o debate sobre a posição dos socialistas diante do trabalho sexual
Read MoreOs ataques do jornalista Eduardo Moreira, do ICL Notícias, à plataforma Fatal Model reacenderam o debate sobre qual é e qual deveria ser a posição da esquerda sobre o trabalho sexual e as pessoas que o exercem.
Read MoreEm artigo especial para a Ponte Jornalismo, Monique Prada e Amara Moira dizem que o debate sobre trabalho sexual segue refém do sensacionalismo e do pânico moral, igualando gente considerada progressista à escória do reacionarismo.
Read MoreTrabalhadora sexual discute a conduta deplorável do New York Post.
Read MoreJornal de direita é criticado até por deputada norte-americana.
Read MoreÉ necessário para a manutenção do patriarcado que a prostituição seja sempre vista como a pior ocupação para uma mulher.
Se fosse diferente cada vez mais mulheres estariam do lado de cá, negando aos homens algo que eles sempre exigiram de graça, com sorriso no rosto, casa limpa e comida pronta. Isso quando não tomam de nós à força.
Laura Lee
Você pode se reconhecer em algumas das coisas que estou prestes a dizer. Você pode não se reconhecer completamente – em todo caso, obrigada, amigo. Estou enormemente inspirada em Panti Bliss e seu maravilhoso filme “Rainha da Irlanda”, em sua luta pelo casamento igualitário para a comunidade LGBT e quero mostrar meu reconhecimento.
Hoje em dia, se revelar uma trabalhadora sexual é como se revelar um homossexual nos anos 1970, mais notadamente na Irlanda. Eu experiencio de tudo, da inquietação à minha volta até medo, ódio explícito e violência aberta. Putafobia, e o estigma intrínseco, podem matar.
Talvez não tenha causa que me sensibilize mais e desperte mais minha solidariedade do que a das trabalhadoras sexuais. Talvez porque historicamente mulheres transexuais e travestis estiveram (e estão) ligadas ao trabalho sexual quer queiram, quer não.
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