Eventos

O manifesto do sindicato STRASS: “Saint Nizier 1975-2015: 40 anos de luta”

“Há 40 anos nascia o que se tornaria o grande evento fundador do movimento dos trabalhadores sexuais: revoltadas com uma repressão crescente, que as mandava para a prisão por sua mera presença em lugares públicos, as prostitutas de Lyon ocuparam a partir do dia 2 de junho a igreja de Saint Nizier, para protestar contra as prisões”, começa o documento que o STRASS publicou para celebrar o 40° Dia Internacional da Prostituta.

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Eventos

Dia Internacional da Prostituta: de olho em Lyon, onde tudo começou

Trabalhadoras sexuais do mundo todo estão reunidas desde este domingo em Lyon, na França, nos Encontros Internacionais dos Trabalhadores do Sexo, organizados pelo sindicato francês Strass. São dois dias de reuniões, debates, palestras e workshops, seguidos de uma manifestação convocada para terça-feira, dia 2, diante da igreja de Saint Nizier.
Essa manifestação será muito importante. Desde 1975, 2 de junho é o Dia Internacional da Prostituta. A data comemora a ocupação da igreja de St. Nizier, no centro de Lyon, por cerca de cem trabalhadoras sexuais que protestavam contra a repressão policial.

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Direitos

Amsterdã: guerra entre prefeitura e trabalhadoras sexuais se intensifica

A guerra entre as trabalhadoras sexuais e a Prefeitura de Amsterdã, na Holanda, se intensificou neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, com a ocupação de janelas de trabalho interditadas do Bairro da Luz Vermelha por prostitutas lideradas pelo sindicato PROUD. Essas janelas pertenciam a um único proprietário, que perdeu a licença para operar 18 delas depois de 30 de abril, por causa de diversas irregularidades.

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Cultura

San Francisco: festival de artes mostra capacidade de organização das trabalhadoras

De 15 a 24 de maio acontece o 9° Festival de Cinema e Artes das Trabalhadoras Sexuais da Área da Baía de San Francisco, em várias cidades em torno de San Francisco (Califórnia).
O evento, que é realizado a cada dois anos, é gigantesco – um testemunho da capacidade de iniciativa e de organização das trabalhadoras sexuais daquela região. É uma verdadeira aula para quem tem interesse na formação de lideranças e na criação e condução de organizações de defesa dos direitos das trabalhadoras sexuais.

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CulturaEntrevistasEscolhas

Montse Neira: “Se nós, putas, falássemos, a instituição idílica do casamento entraria em colapso”

Montse Neira, 52, exerce a prostituição há 22 anos e acaba de desvelar sua vida em um livro. “Apesar de não ser uma profissão idílica”, diz ela, permitiu-lhe “que saísse da pobreza, fosse feliz e estudasse.”
Neira, que há poucos anos formou-se em Ciência Política na Universidade Autônoma de Barcelona, explica: “As prostitutas são mulheres como as outras, com os mesmos desejos e necessidades, com a nossa família, os nossos filhos e os nossos problemas, e nosso único pecado é o desejo de deixar de ser pobre.”

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Legislação

França: trabalhadoras enfrentam nova ofensiva pela criminalização

Cerca de 100 trabalhadoras sexuais fizeram uma manifestação no último sábado em Paris para exigir a descriminalização de seu trabalho. O protesto foi convocado pelos sindicatos das trabalhadoras sexuais francesas poucos dias antes de o Senado francês voltar a examinar um projeto de lei que prejudica ainda mais a categoria. O debate do projeto para “reforçar a luta contra o sistema prostitucional” no Senado foi marcado para hoje e amanhã (30 e 31 de março).

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PutaFeminismo

Não pergunte se a pornografia “empodera” as mulheres; pergunte se o seu feminismo faz isso

Pandora Blake
No Dia Internacional da Mulher, “empoderamento” foi uma palavra que eu ouvi muito. Faz sentido – como feministas, sabemos que o poder não é distribuído de maneira justa e estamos preocupadas com aquelas estruturas opressivas. Mas fiquei decepcionada quando, como parte do Festival Mulheres do Mundo, na semana passada, o Woman’s Hour, da BBC, decidiu debater a questão “pode a pornografia empoderar a mulher?”. Essa pergunta não só depende de premissas equivocadas, que limitam a formulação do debate, como também erra o alvo.

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Transfobia

“Nada assusta mais do que uma mulher trans negra com um diploma”

Caty Simon entrevista Monica Jones
Em maio de 2013, Monica Jones, trabalhadora sexual e ativista pelos direitos das mulheres trans, além de estudante de assistência social na Arizona State University, foi acusada de “manifestação de prostituição” em Phoenix, depois de aceitar uma carona de um policial disfarçado. Sua prisão detonou uma tempestade de protestos contra o Projeto ROSE, um programa de afastamento das pessoas da prostituição por meio de detenções conduzido pela Escola de Serviço Social da ASU e pela polícia de Phoenix que utilizou detenções coletivas e transfobia naquelas prisões por prostituição; e a lei de “manifestação de prostituição”, potencialmente inconstitucional, sob a qual ela foi acusada. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis), o SWOP-Phoenix (Sex Workers Outreach Project) e outros ativistas pelas trabalhadoras sexuais e GLTB se solidarizaram com Jones à medida que ela ganhava atenção internacional ao contestar as acusações.

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