China: Sobre o fracasso do sistema de “Custódia e Educação” e a importância do Estado de direito
Hoje formalmente encerrada, a abordagem coercitiva da China para lidar com a prostituição estava condenada desde o início.
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Read MoreStormy Daniels não é a única que poderia superar o POTUS. A América é diversa, em constante evolução e merece mais, então criamos uma pequena lista de profissionais do sexo – as mesmas mulheres que Trump considera “nojentas” – que achamos que fariam melhor o trabalho de Trump do que Trump. Porque o estigma é estúpido e profissionais do sexo são seres dignos.
Read MoreComeçou ontem o I Encontro de Profissionais do Sexo da Região Centro-Oeste, em Campo Grande (MS). Sob o instigante título de “Mudando Hábitos, Inovando saberes – por uma política de saúde equânime para todas”, o encontro foi organizado pela ATMS (Associação das Travestis e Transexuais do Mato Grosso do Sul).
Read MoreE então, finalmente, terminei de ler o livro de estreia de Amara Moira, E se eu fosse puta? – lançado em agosto pela editora Hoo.
Em meio a um voo bastante turbulento – e eu, morrendo de inveja do parceiro da poltrona ao lado, imerso em sono tão profundo que chegava a roncar. Voo quase tão turbulento quanto tem sido minha vida desde que entrei no putativismo. Amara me fazendo companhia, e eu mergulhando em suas histórias como a aeronave mergulhava em nuvens carregadas, para em seguida voltar a navegar firme e tranquilamente.
Por Henrique Marques Samyn
A elevada qualidade do livro de Amara Moira transparece já no texto que abre E se eu fosse puta: ali se faz presente toda a pluralidade temática que perpassa os escritos reunidos na obra. A ansiedade da estreia nas ruas; a tensa relação com os clientes – oscilando entre o prazer e o perigo, para usar a expressão consagrada pelo título do crucial volume organizado por Carole Vance; a experiência de construção (por vezes catártica, por vezes dolorosa) de novos modos de exercício da sexualidade; enfim, o relato de um tornar-se que traz à tona vivências e prazeres que os guardiões dos bons costumes preferem relegar às sombras, onde podem conhecê-los sem colocar em risco uma reputação alicerçada na hipocrisia.
Read MoreAmara Moira, travesti, prostituta, doutoranda e escritora é a candidata de MundoInvisivel.ORG em Campinas – SP! Ela diz: “O que esperar de Amara Moira, candidata a vereadora pelo PSOL? Uma campanha militante em primeiro lugar.”
Read MoreA filósofa, escritora e ativista fala sobre trabalho sexual, estigma e feminismo, no marco do 6º Festival Subversivo em Zagreb, na Croácia, em 2013. Leia um trecho da entrevista, originalmente publicada em Feminisme et Puterie.
Read MoreNÃO É TRABALHO mas milhões de pessoas vivem dele, estabelecendo horários de atendimento, negociando honorários por período, negociando práticas envolvidas.
NÃO É TRABALHO mas milhões de pessoas ao redor do mundo sustentam suas famílias a partir do dinheiro que recebem nele.
NÃO É TRABALHO mas milhões de pessoas ao redor do mundo seguem nele por não ter melhor alternativa de renda, que contemple suas necessidades financeiras mínimas e caiba em seu tempo e condição.
NÃO É TRABALHO mas milhões de pessoas ao redor do mundo reivindicam que se reconheça sua condição de trabalho para que possam viver com um mínimo de dignidade e orgulho enquanto o exercem, ao invés de segregação e estigma.
NÃO É TRABALHO???
Laura Lee
Você pode se reconhecer em algumas das coisas que estou prestes a dizer. Você pode não se reconhecer completamente – em todo caso, obrigada, amigo. Estou enormemente inspirada em Panti Bliss e seu maravilhoso filme “Rainha da Irlanda”, em sua luta pelo casamento igualitário para a comunidade LGBT e quero mostrar meu reconhecimento.
Hoje em dia, se revelar uma trabalhadora sexual é como se revelar um homossexual nos anos 1970, mais notadamente na Irlanda. Eu experiencio de tudo, da inquietação à minha volta até medo, ódio explícito e violência aberta. Putafobia, e o estigma intrínseco, podem matar.
Magpie Corvid
Minha história é a mesma de muitos milhares de pessoas que se encontraram incapazes de encontrar trabalho estável e decentemente pago. Nossa história é sobre austeridade; nós estamos em todos os lugares, subsistindo através de escassos benefícios, empregos de meio período e alguns trabalhos ocasionais. Algumas de nós trabalham por conta própria; algumas de nós criam websites; algumas de nós consertam carros, e algumas de nós exercem trabalho sexual.