Autor: Monique Prada

Putafobia e Violência

“Tudo foi errado, a gente só quer trabalhar, mais nada”

Soraya Simões e Laura Rebecca Murray
Prostitutas de Niterói participaram no dia 4 de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, para que pudessem ser melhor esclarecidos os abusos e violações ocorridos durante ação da Polícia Civil no prédio onde trabalham, conhecido como prédio da Caixa. Além delas e dos deputados das Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Direitos Humanos, participaram ativistas de direitos humanos e dos direitos das prostitutas, membros da OAB e vereadores de Niterói, entre outros.

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PutaFeminismo

Carta aberta às feministas australianas preocupadas com a exploração das trabalhadoras sexuais

Caras feministas,
Estou escrevendo para discutir a questão do trabalho sexual e do feminismo. Eu sou uma profissional do sexo na Austrália do Sul, falo apenas por mim mesma. Se em algum momento vocês sentirem um tom amargo ou hostil em qualquer coisa que eu escrever, por favor, tentem entender que é devido aos anos de discriminação evidente, sistêmica, estrutural, permanente, aceita, apoiada e celebrada que eu e as pessoas que eu amo têm enfrentado a partir de cada uma das instituições, incluindo o sistema legal, as religiões, a saúde, a mídia, a academia, a comunidade em geral, tanto grupos conservadores quanto progressistas, e até mesmo em espaços feministas.

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Entrevistas

Angela Davis fala em defesa dos movimentos de trabalhadoras sexuais

Esta entrevista de Angela Davis pode parecer distante da realidade brasileira, mas não está. Mesmo a proposta de criminalização dos clientes das prostitutas inspirada pelo “modelo sueco” terá como consequência o que Angela Davis aponta aqui: o encarceramento cada vez maior de mulheres, principalmente as mulheres negras e pobres, cuja população crescerá no complexo prisional, porque essas mulheres serão empurradas para a clandestinidade, devido à perseguição policial, ou para a criminalidade, devido à impossibilidade de conseguir alternativas de sustento fora da prostituição.

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PutaFeminismo

Feministas podem aprender um ou dois truques com as trabalhadoras sexuais

Para muitas feministas, o trabalho sexual – ou a prostituição, como preferem chamá-lo – simboliza a opressão, a vitimização e a exploração da condição feminina. Ouvimos ativistas feministas radicais falarem da prostituição como “escravidão sexual feminina”. A troca de serviços sexuais por dinheiro [prostituição] passa a ser confundida com a venda de um corpo para outro [tráfico]. Ao descrever a prostituição como violência, elas impedem qualquer discussão sobre se as mulheres podem escolher ativamente o trabalho sexual como uma opção de vida.

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Legislação

A crítica das trabalhadoras sexuais à política da Suécia para a prostituição

Petra Östergren
Neste artigo não vou lidar com a complexa questão de saber se a prostituição é socialmente desejável ou não. Em vez disso, o artigo procura documentar algumas das experiências e opiniões de mulheres profissionais do sexo na Suécia. Eu já estava preocupada com o fato de que as próprias mulheres que estão no centro da política de prostituição são raramente ouvidas e muitas vezes se sentem discriminadas. Se garantir direitos iguais para as mulheres é importante, então a experiência das profissionais do sexo deve certamente ser central para a nossa discussão, independentemente da posição que se assume a respeito da prostituição.

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Combatendo o estigma

A “fobia de puta” e a arrepiante ação social pública de Ashton Kutcher: o problema com banir a prostituição

“Enquanto houver mulheres que são chamadas de putas, haverá mulheres que acreditam que a pior coisa, fora a morte, é ser uma, ou ser confundida com uma”, diz a escritora e jornalista Melissa Gira Grant em seu livro que está para sair, Playing the Whore: The Work of Sex Work. “E enquanto isso for assim, os homens sentirão que podem largar putas como mortas com impunidade.” Josh Eidelson entrevista Melissa Gira Grant para a Salon.

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Legislação

Nem toda prostituta é Gabriela Leite: prostituição, feminismo e leis

Camilla de Magalhães Gomes
Não há debates fáceis no feminismo. Dito isso, o texto que aqui apresento pretende realizar uma provocação sobre um dos mais complexos desses debates: a prostituição e sua regulamentação.
Duas posições historicamente antagônicas sobre esse tema coexistem dentro do feminismo: de um lado, aquelas contrárias sustentam, entre outros argumentos, que a prostituição é reflexo ou consequência do patriarcado – e do capitalismo que dele junto está – e que representa, por isso, a dominação masculina sobre as mulheres e seus corpos. De outro, estão as que defendem a regulamentação, tendo como argumento, entre outros, os direitos trabalhistas, a autonomia e a liberdade de escolha da pessoa.

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