Anistia Internacional adota resolução histórica pela descriminalização

Reunido desde dia 7 em Dublin, na Irlanda, o Conselho da entidade aprovou nesta terça-feira o apoio à descriminalização do trabalho sexual. Ao fazer isso, a Anistia endossa algumas das teses centrais do movimento das trabalhadoras sexuais, reunidas nos lemas “Trabalho sexual é trabalho”, “Direitos das trabalhadoras sexuais são direitos humanos” e “Direitos sim, resgate não”.

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A grande imprensa cumprindo seu papel de defesa do status quo: agora, é o Libération

Nos últimos dias, a imprensa internacional tem publicado artigos contra a posição que a Anistia Internacional estuda adotar diante do trabalho sexual: a de que a criminalização não faz mais do que agravar a negação de direitos às trabalhadoras e tornar suas condições de trabalho ainda mais difíceis e arriscadas. E o Libération entrou nessa.

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Prostituição e direitos humanos: à sombra da (des)regulamentação

Michelle Agnoleti
Em julho de 2015 assistimos no plano global a um debate virulento sobre prostituição. Ele foi suscitado pela campanha lançada por organizações que defendem a abolição da prostituição para erradicar o tráfico de pessoas contra a nova política anunciada pela Anistia Internacional, de apoio aos direitos das pessoas envolvidas com trabalho sexual. Em resposta, as organizações e redes de profissionais do sexo de várias regiões do mundo e seu aliados e parceiros levantaram suas vozes para defender a política anunciada pela Anistia, lembrar uma vez mais que os direitos das pessoas envolvidas em trabalho sexual são direitos humanos e argumentar em favor da descriminalização da prostituição.

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Amsterdã: guerra entre prefeitura e trabalhadoras sexuais se intensifica

A guerra entre as trabalhadoras sexuais e a Prefeitura de Amsterdã, na Holanda, se intensificou neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, com a ocupação de janelas de trabalho interditadas do Bairro da Luz Vermelha por prostitutas lideradas pelo sindicato PROUD. Essas janelas pertenciam a um único proprietário, que perdeu a licença para operar 18 delas depois de 30 de abril, por causa de diversas irregularidades.

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Canadá: dominatrix com deficiência obtém indenização por dano cerebral

Andree Lau
“Eu sei tricotar. Você quer que eu me sente aí e tricote?”, Alissa Afonina diz, com um sorriso que poucos chegam a ver. Estamos encerrando nossa entrevista, em seu apartamento na área de Vancouver, e precisamos de algumas imagens a mais. Perguntamos sobre o balanço erótico em um dos quartos. “É como uma rede. Posso me sentar nele e ler”, ela explica. Nós aceitamos sua sugestão de filmá-la amarrando suas botas pretas com plataforma de 6 polegadas, que sobem até suas coxas. Afonina, 23, é uma dominatrix profissional que trabalha sob o nome Sasha Mizaree. Ela é paga para assumir o controle de um cliente submisso – tipicamente masculino – em sessões de papéis sadomasoquistas.

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Califórnia: trabalhadoras contestam a lei e têm acesso a recursos cortado

E.J. Dickson
GoFundMe cancela sem aviso campanhas de crowdfundig do grupo Esplerp para financiar seu processo contra o procurador-geral da Califórnia e as leis sobre prostituição do estado. Agora, as trabalhadoras sexuais e seus aliados estão protestando nas redes sociais contra a atitude da GoFundMe, acusando a plataforma de crowdfunding de discriminação.

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“A pobreza é objetificante, degradante e punitiva”

A Universidade Aberta das Trabalhadoras Sexuais (SWOU, do Reino Unido) publicou uma declaração sobre o trabalho sexual, a questão da pobreza e o chamado Modelo Sueco de criminalização dos clientes. “Tem havido um movimento recente para criminalizar os clientes de trabalhadoras sexuais. Frequentemente, aqueles que defendem essa lei citam a pobreza como uma forma de repressão econômica, que empurra as pessoas a venderem sexo e retira suas escolhas.”

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Trabalhadoras sexuais lutam para dar um passo à frente na América Latina

Tim Rogers
A profissão mais antiga do mundo é também a mais vulnerável. A prostituição tem estado por aí desde que o dinheiro foi inventado, mas os direitos e as garantias das trabalhadoras sexuais não evoluíram muito desde então. Para a maioria das trabalhadoras sexuais da América Latina, a única “proteção trabalhista” real vem numa embalagem de preservativo. O Uruguai é o único país da região com prostituição legalizada e regulamentada.

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